Jukebox entrevista: Death of Guitar Pop

Through a fun virtual meeting, our collaborator Tina talked to Top Kat, one of the halves of the British duo Death of Guitar Pop, about the history of the band, about their next album and also about the challenges of making independent music / Através de um encontro virtual divertido, a nossa juker Tina conversou com Top Kat, uma das metades do duo britânico Death of Guitar Pop, sobre a história da banda, sobre o seu próximo disco e também a respeito dos desafios de se fazer música independente.

  • This interview is available in English and Portuguese. You check the excerpts in English first and the Portuguese version just below.
  • Esta entrevista está disponível em Inglês e em Português. Você confere primeiro os trechos em Inglês e a versão em Português logo abaixo.
Foto: Reprodução/Facebook.

Death of Guitar Pop is a ska band from Essex, England. So far, the duo formed by Silky and Top Kat has two studio albums, both released through collective funding. “69 Candy Street” (2017) and “In Over Our Heads” (2019) raised £ 20,000 through fans. Their next album comes out next year and also had crowdfunding. The duo takes the maxim of DIY (do it yourself) very seriously and offers direct contact with their audience through social media and funding campaigns. Since their first work, the band has managed to fill summer festivals in England and achieve the prestige of very important artists of the genre, such as Pauline Black and Neville Staple.

Here’s how the conversation between our juker Tina and Top Kat went :)

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A Death of Guitar Pop é uma banda do gênero ska, do condado de Essex, na Inglaterra. Até o momento, a dupla formada por Silky e Top Kat possui dois álbuns de estúdio, ambos lançados através de financiamento coletivo. “69 Candy Street” (2017) e “In Over Our Heads” (2019) arrecadaram 20 mil libras através de fãs. O próximo álbum deles sai no ano que vem e também contou com financiamento coletivo. O duo leva muito a sério a máxima do DIY (faça você mesmo) e oferece contato direto com seu público através das redes sociais e das campanhas de financiamento. Desde o seu primeiro trabalho, a banda tem conseguido lotar festivais de verão na Inglaterra e alcançar o prestígio de artistas importantíssimos do gênero, como Pauline Black e Neville Staple.

Veja a seguir como foi o papo da nossa juker Tina com Top Kat :)

Top Kat during the interview with Jukebox / Top Kat durante a entrevista com o Jukebox.

1. JUKEBOX: How do you guys meet each other and had this idea of making a ska duo with the do it yourself proposal? How did it happen?

TOP KAT: When we met each other, me and Silky — we’re from a place called Essex (county located in the east of England) — we both were playing in bands around there since we were about 14, 15 years old. I was in projects like 60’s mod kind bands, like The Kinks and Small Faces and Silky had an indie band that made songs like Interpol, Kasabian, something like that. And both of those bands sort of came to the natural conclusion — which was kind of how we got the name Death of guitar pop cause it felt like it was the death of guitar pop for both of us — and them one morning Silky wrote me up. And he was like “I think we should start a ska band”. So we got back to basics and started writing some ska songs together in his grandmother’s garden. We listen to a lot of Trojan ska and 2 tone like Madness and The Specials, we’ve been into this since we were kids. In England, you grow up with these influences, it is always there.

Initially, it wasn’t like a manifesto to do it yourself, but once we put the songs out, we started to learn how to promote ourselves properly in social media. We sort of realized we could do it ourselves and we spent a lot of our own personal money doing it. We were working at full time jobs and trying to pay the costs of having a band, but now we sort of got the hang of it and we built up a really committed fanbase, we got a really great connection with our fans.

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1. JUKEBOX: Como vocês se conheceram e tiveram essa ideia de formar um duo de ska com a proposta do faça você mesmo? Como isso aconteceu?

TOP KAT: Quando eu e Silk nos conhecemos — somos de um lugar chamado Essex (condado localizado no leste da Inglaterra) — nós dois tocávamos em bandas por lá desde que tínhamos 14, 15 anos de idade. Eu estava em projetos de bandas do estilo mod com pegada anos 60, como The Kinks e Small Faces, e Silky tinha uma banda de indie que fazia músicas parecidas com Interpol, Kasabian, algo assim. E ambas as bandas chegaram meio que numa conclusão natural — foi assim que a gente escolheu o nome Death of guitar pop — porque isso foi a morte desse tipo de estilo para nós dois — até que numa manhã, Silky me escreveu. Ele disse “eu acho que a gente deveria começar uma banda de ska”. Então voltamos ao básico e começamos a escrever músicas de ska juntos no jardim da avó dele. A gente ouve muito Trojan ska e 2 tone como Madness e The Specials, estamos nessa desde a infância. Na Inglaterra, você cresce com essas influências, elas sempre estão ali.

Inicialmente, não foi como um manifesto do faça você mesmo, mas uma vez que colocamos nossas músicas para circular e aprendemos a nos promover da forma correta nas mídias sociais, a gente percebeu que nós mesmos podíamos fazer — e gastamos bastante do nosso próprio bolso fazendo isso. A gente estava trabalhando em tempo integral e tentando pagar os custos de ter uma banda, mas agora a gente pegou o jeito e construímos uma fanbase muito comprometida, a gente tem uma ótima comunicação com nosso fãs.

Foto: Ska Club Essex.

2. J: So… I saw the live version of “Rickety Old Train” in the Supernova International Ska Festival. It’s a sign that you didn’t stop to produce during the pandemic scenario. Do you guys keep working in your ideas besides the canceled concerts?

TOP KAT: Yes. Obviously, when all this craziness happened, we had all these festivals that we were going to play this summer and a lot of shows that we booked. Was like a real shock at first with everything that was going on. So we took two weeks to decide… “We know that we’re probably not gonna play any shows this year, what else can we do?”. So we both had more time at home, we started to write new songs and came up the idea of the third album. I got a little like, home setup with decent microphones and interface to plug the guitar into. Silky got a similar thing in his house, so we said “let’s try to write 6 or 7 songs each, put together and hopefully in september we’ll have an album”. It’s hard to start.

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2. J: Então… eu vi a versão ao vivo da música “Rickety Old Train” no Supernova International Ska Festival. Isso é um sinal de que vocês não pararam de produzir durante esse cenário de pandemia. Vocês continuam trabalhando nas suas ideias apesar dos shows cancelados?

TOP KAT: Sim. Obviamente, quando essa loucura começou, nós tínhamos todos esses festivais que iríamos tocar nesse verão e muitos shows agendados. Foi um grande choque no começo com tudo o que estava acontecendo. Então a gente tirou duas semanas para decidir… “A gente sabe que provavelmente não vamos tocar em nenhum show esse ano, o que mais a gente pode fazer?”. Então nós dois estávamos em casa e com mais tempo, começamos a escrever músicas novas e surgiu a ideia do terceiro álbum. Eu tenho tipo um sistema de captação de som em casa com microfones decentes e uma interface onde posso plugar o violão ou guitarra. Silky tem algo similar na casa dele, então a gente disse “vamos tentar escrever 6 ou 7 músicas cada um, juntar e, com esperança, em setembro teremos um álbum”. É difícil começar.

Acoustic version of “Rickety Old Train” for the Supernova International Ska Festival, in June this year / Versão acústica da faixa “Rickety Old Train” para o Supernova International Ska Festival, em junho deste ano.

3. J: Your two albums had crowdfunding and you are in a campaign for the next one.* How do you plan the campaign? Can you explain how the full process works for our readers?

TOP KAT: For the first album, the first song, “Rickety Old Train”, came out I think in september of 2016. Then about six or seven months later we realized a few more videos and started to realize how expensive it was. We spent all our savings and we already were building up a really good fanbase, so we thought that we could ask people. It is how crowdfunding is: you ask people to buy the album before it has even been recorded, is like a pre order really, and pre order could be a year in advance. For example, this time round, people are buying the album now, even knowing that it will be released in july, next year. But people always have faith that we’ll come through with an album and it’s gonna make them happy and will have good songs in it. So, in the first time 2000 people or something ordered the album and the second time was even bigger. And the third time, considering the moment, is so overwhelming to see all of this support that we get from people, we’re really thankful.

*This interview was before august 20, when they reached the target of 20 thousand pounds for the project.

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3. J: Os dois álbuns de vocês tiveram financiamento coletivo e vocês estão em campanha pelo próximo*. Como vocês planejaram a campanha? Você pode explicar como todo o processo funciona para os nossos leitores?

TOP KAT: Para o primeiro álbum, a primeira música, “Rickety Old Train”, saiu em setembro de 2016, eu acho. Então, uns seis ou sete meses depois, nós lançamos mais alguns vídeos e começamos a perceber o quanto isso era caro. A gente gastou todas as nossas economias e já estávamos construindo uma fanbase muito boa, então pensamos que poderíamos pedir a contribuição dela. É como o financiamento coletivo funciona: você pede que as pessoas comprem o seu álbum antes mesmo de ser gravado, é como um pedido antecipado, na verdade, e desse tipo de pedido pode vir o resultado daqui um ano. Por exemplo, dessa vez, as pessoas estão comprando o álbum agora, mesmo sabendo que só será lançado em julho do ano que vem. Mas o público sempre tem muita crença na gente, de que o disco vai ser lançado, eles ficarão felizes e de que boas músicas vão estar no trabalho. Na primeira vez, mais ou menos umas 2000 pessoas pediram o álbum e a segunda vez foi ainda maior. Agora, na terceira, considerando o momento, é tão impressionante ver todo esse apoio vindo das pessoas, estamos muito gratos.

* Essa entrevista ocorreu antes do dia 20 de agosto, quando a banda conseguiu atingir o objetivo de 20 mil libras para o projeto.

“69 Candy Street”, the duo’s first album, released in 2017 / “69 Candy Street”, primeiro álbum do duo, lançado em 2017.

4. J: Here in Brazil we always see that it is very difficult to live from independent music and those who made it and quit their jobs for exclusive dedication to music are rare. You guys said that in England this happened too? You said before that you have difficulties with the money part. Are you living with your music?

TOP KAT: Yes, it is a very difficult thing to be a musician, it is a risky lifestyle choice. Obviously, exists the top end of things, like Kanye West, that level, you become a millionaire, whatever. But, for the majority of musicians, it is a real struggle, it is hard work every day. Most musicians work in another job. We are getting to a point now where Silky set up a sort of an artist development agency. We are both working for that as well, trying to sort of advise other artists like ouservels. Doesn’t have to be a full time job, just got to do something that it pays for itself and, you know, you got to make sure you’re having fun doing it, to us is the main thing. It’s very difficult to be rich being an artist, but also is not the reason that you’re doing it in the first place, you don’t pick up a guitar for the first time and think “I’m gonna be a rich man!” It’s hard to put into words, but I didn’t pick up the guitar for the first time thinking that I’m going to be Noel Gallagher, I already lost my hair so I missed that part (laughs).

Getting back to your question, it is still very difficult to do it but I think it is important to do the connection, with social media, and with the access you have to fans from Instagram, Spotify, Facebook you could reach an audience. You don’t force on people’s throats, you actually build a better connection because they feel like they discovered you and you feel like you discovered them, rather than just play 10 times a day in Radio number #1. With this connection in social media, it is easier than the 70’s, 80’s when you needed to be part of a record label to reach all these people. Now you can reach a million people on Facebook with a click of a button, find the audience and directionate your content for a public that will be interested in your music. You have to make sure you’ll answer every single person, because they are not just your fans, they are giving you the opportunity to be a musician. Creating this relationship is more enjoyable for me and Silky and for the fans because we feel like we’re going in the same direction.

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4. J: Aqui no Brasil a gente sempre observa que é muito difícil viver de música independente, e aqueles que conseguem largar seus empregos para se dedicar exclusivamente à música são raros. Vocês acham que na Inglaterra isso acontece também? Antes você mencionou que vocês tiveram dificuldades com a parte financeira. Vocês estão conseguindo viver com a sua música?

TOP KAT: Sim, ser músico é uma coisa muito difícil, é uma escolha arriscada de estilo vida. Obviamente, existe o topo disso tudo, tipo Kanye West, neste nível, você se torna milionário, algo assim. Mas, para a maioria dos músicos, é uma batalha real, trabalho duro todo dia. A maioria dos músicos trabalha em outro emprego. A gente está chegando num ponto em que o Silky conseguiu estabelecer uma espécie de agência de desenvolvimento de artistas. Nós dois estamos trabalhando nisso, tentando aconselhar outros artistas que são como a gente. [Ser músico] não precisa ser um emprego em tempo integral, só precisa ser algo que se paga e você tem que se divertir fazendo isso, para nós isso é o principal. É bem difícil ficar rico sendo um artista, mas também esse não é o motivo de a gente estar nessa, em primeiro lugar. Você não pega um violão pela primeira vez e pensa “Eu vou ser um homem rico!”. É difícil colocar em palavras, mas eu não peguei uma guitarra pela primeira vez pensando que seria o Noel Gallagher, eu já perdi meu cabelo, então perdi essa chance (risos).

Voltando para a sua pergunta, continua sendo bem difícil de se fazer, mas eu acho que é importante estabelecer uma conexão, através das mídias sociais e com o acesso que você tem com fãs através do Instagram, Spotify, Facebook…você pode atingir uma audiência. É bem mais fácil do que nos anos 70, 80, quando você precisava fazer parte do selo de uma gravadora para atingir essas pessoas. Agora você pode atingir um milhão de pessoas no Facebook com o clique de um botão, encontrar sua audiência e direcionar o conteúdo para um público que vai estar interessado na sua música. Você tem que se certificar de responder cada pessoa, porque elas não são só suas fãs, elas estão te dando a oportunidade de ser um músico. Criar esse relacionamento é mais agradável para mim e para o Silky e também para os fãs porque a gente se sente indo para uma mesma direção.

5. J: Your web page mentions the 4th Ska wave. Who are the other artists that you think can be part of this movement?

TOP KAT: We’ve got a lot of friends, maybe they’re not our generation but a band that has a huge influence on us is The Dualers. They started in the south of England and now they have a top 20 álbum in the U.K charts. They did it all themselves without a massive backing of a record label, they builded all of this from the ground so I admire them and they are a huge inspiration to us.

Other bands that we’ve been playing with… that is a great band from London called Chainska Brassika, there is this great girl group from Ireland called The Skatuesques, who we love. You put me in a spot now, I’m sure that I am forgetting someone, but that’s a lot of cool ska music coming from the younger generation, which is really important. We want to maintain the ska legacy.

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5: A página de vocês na internet menciona a 4° onda do Ska. Quais são os outros artistas que vocês acham que podem ser parte desse movimento?

TOP KAT: Nós temos muitos amigos, talvez não sejam da nossa geração, mas uma banda que tem uma influência enorme no nosso trabalho é The Dualers. Eles começaram no sul da Inglaterra e agora tem um álbum entre os top 20 mais ouvidos do Reino Unido. Eles fizeram isso sozinhos, sem precisar de um apoio imenso de um selo de uma gravadora; eles construíram isso do zero e eu admiro, são uma grande inspiração para a gente.

Tem outras bandas com quem a gente tocou… tem uma banda ótima de Londres chamada Chainska Brassika, um grupo de garotas da Irlanda que se chama The Skatuesques, nós amamos elas. Você me colocou num holofote agora, porque com certeza estou esquecendo alguém, mas tem muita ska bom vindo da nova geração, o que é muito importante. Queremos manter o legado do ska.

6. J: Your song “Feeling Like A Right James Blunt At Christmas” was a success as #1 Bestseller on Amazon Music, and Reached #28 In The Official Charts. How do you guys feel about that? And how was the experience of producing a song to raise funds and awareness for mental health?

TOP KAT: The idea of making a christmas song was definitely Silky’s idea. I don’t know if it is the same thing in Brazil. We have a tradition with christmas songs in this country, so we hear the same songs every year, and we just thought that it could be great to make a song as homage to all those songs that we love, so the video is a homage too because has the aesthetic of all those videos of our childhood that we love.

We were doing some work with our friend James Buckley, who is famous for being Jay in The Inbetweeners, and we told him about this idea that we had, and as friends we discussed mental health issues, particularly as an issue of men. Suicide is the biggest killer of men under 45 in U.K., which is a horrific statistics. We thought that could be interesting, put the two things together, and try to do it with a bit of laughter, but try not to be too dumby. And if you do it with a smile on your face it is easier for people to talk about these issues. Hopefully, this has made the difference. If helped one person is what matters, I’m very proud of it and hopefully every Christmas that video will get watched by more people and will raise awareness for that issue.

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6. J: A música “Feeling Like A Right James Blunt at Christmas” foi um sucesso, sendo a número 1 das mais vendidas no Amazon Music, e ficando em 28º lugar no The Official Charts. Como vocês se sentem com isso? E como foi a experiência de produzir uma música para levantar fundos e conscientizar sobre saúde mental?

TOP KAT: A ideia de fazer uma canção de natal foi definitivamente do Silky. Eu não sei se é a mesma coisa no Brasil, mas a gente tem uma tradição com músicas de natal neste país. Todo ano a gente escuta as mesmas canções, e a gente pensou que seria ótimo fazer uma música que prestasse homenagem a todas essas canções que amamos, e o vídeo é uma homenagem também, porque tem aquela estética de todos esses vídeos vindos da nossa infância que a gente ama.

A gente estava desenvolvendo alguns trabalhos com nosso amigo James Buckley, que é famoso pelo seu papel como Jay na série The Inbetweeners, e a gente contou pra ele sobre nossa ideia, e como amigos a gente discutiu sobre problemas de saúde mental, particularmente como um problema entre homens.

Suicídio é o que mais mata homens com menos de 45 anos no Reino Unido, o que é uma estatística terrível. Nós pensamos que poderia ser interessante colocar as duas coisas juntas e tentar fazer isso com um pouco de risadas, mas sem soar idiota. E se você faz isso com um sorriso no rosto, é mais fácil para as pessoas falarem sobre esses problemas.

Espero que isso tenha feito a diferença. Se ajudou uma pessoa é o que importa, estou muito orgulhoso e espero que todo natal aquele vídeo seja assistido por mais pessoas e levante uma conscientização sobre esse problema.

Christmas single “Feeling like a right James Blunt at Christmas” / Single natalino “Feeling like a right James Blunt at Christmas”.

7. J: Neville Staple did a collaboration with one of your most contagious songs, “Suburban Ska Club”. How do you meet this ska scene giant and how does the invitation for the collab appear?

TOP KAT: Like I said, we put out “Rickety Old Train” in 2016, I don’t have so sure, but I think it was like September, and became like an anthem a quite quickly in the british ska circles. We had a few names like Pauline Black and Christine Staple, who is Neville’s wife. She sent a message on Facebook and said “I really like the song, guys. Keep going! I really like what you’re doing”. And we were like “ It’s Christine Staple!”.

And then we were doing this track in the studio, “Suburban Ska Club”, and we thought that the riff sounds like 2-tone ska, like The Specials. So came the crazy idea: “Why do not ask Neville if he wants to work with us?”. So we messaged Christine and Neville said “Yeah, I would be happy to work with you”. So he came.

He was coming back from Japan and he came straight from the airport to the studio and did his vocals. Across the street from the studio we did the video. Only in one day. I don’t think he had time to sleep but still had more energy than me and Silky put together.

He is pretty amazing and obviously as soon as he got there me and Silky asked him to sign our Special’s records. I’ve been a fan of this man in my entirely life and I was trying to play it cool. At the end of the day we loved the track and the video was really good, and since then, they’ve been so supportive with us, Neville and Christine.

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7. J: Neville Staple fez uma colaboração em uma das faixas mais contagiantes de vocês, “Suburban Ska Club”. Como vocês conheceram esse gigante da cena ska e como surgiu esse convite para a collab?

TOP KAT: Como eu falei antes, a gente lançou a “Rickety Old Train” em 2016, não tenho tanta certeza, mas acho que foi em setembro ou algo assim, e meio que se tornou um hino muito rápido nos círculos de ska britânicos. A gente teve alguns nomes como Pauline Black e Christine Staple, que é a esposa do Neville, elogiando nosso trabalho. Ela mandou uma mensagem no Facebook dizendo “Eu realmente gostei da música de vocês. Continuem! Gosto muito do que vocês estão fazendo.” E a gente ficou tipo “É a Christine Staple!”.

E então a gente estava gravando essa faixa no estúdio, “Suburban Ska Club”, e pensamos que o riff soava como ska 2-tone, como The Specials. Então tivemos uma ideia doida: “Por quê a gente não pede para o Neville se ele quer trabalhar com a gente?”. Então mandamos mensagem para a Christine e Neville disse “Sim, ficaria feliz de trabalhar com vocês”. Então ele veio. Ele estava voltando do Japão e veio direto do aeroporto para o estúdio e fez os vocais dele. Do outro lado da rua do estúdio a gente fez o vídeo. Tudo no mesmo dia. Eu acho que ele nem teve tempo de dormir, mas ainda assim tinha mais energia do que eu e o Silky juntos.

Ele é uma pessoa incrível e obviamente assim que ele chegou eu e o Silky pedimos para ele autografar nossos discos dos Specials. Eu sou fã desse homem a minha vida inteira e estava tentando ficar de boa. No fim do dia, amamos a faixa e o vídeo tinha ficado muito bom, e desde então, Neville e Christine tem nos dado muito apoio.

“Suburban Ska Club”, featuring Neville Staple / “Suburban Ska Club”, com a participação de Neville Staple.

8. J: Any chance of you coming to South america? People here are amazing dancers and rock at the sound systems!

TOP KAT: We’ve been trying to work with North and South America ideia. Obviously, it’s a long way, there’s a lot of us, our live band is nine people. And 9 people getting a flight to Brazil is a little expensive.

It is something that is beyond the line, but we definitely want that to happen. We’ve been selling records in Brazil, Argentina, Mexico and the USA as well, so if we could go on one trip and make shows all America would be great! And have a nice long stop in Brazil, of course. I want to watch your football games, it is my dream, and the fans in South America are so intense, take the passions seriously. Hopefully this is not so far in the future.

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8. J: Alguma chance de vocês virem para a América do Sul? As pessoas aqui são ótimas dançarinas e arrasam nos sound systems!

TOP KAT: Estamos tentando trabalhar com a ideia de ir para a América do Sul e do Norte. Claro que é um caminho grande para chegar até aí, e somos em muitos, nossa banda ao vivo tem nove pessoas. E nove pessoas pegando voo para o Brasil fica meio caro. É algo que está além do nosso horizonte agora, mas com certeza queremos que aconteça. A gente tem vendido discos no Brasil, Argentina, México e Estados Unidos também, então se conseguíssemos fazer uma só viagem e fazer shows em toda a América seria ótimo! E ter uma ótima e longa parada no Brasil, é claro. Eu quero assistir os jogos de futebol de vocês, é meu sonho. E os fãs da América do Sul são muito intensos, levam as paixões a sério. Espero que isso não esteja num futuro tão distante.

9. J: To close our interview: any tips for brazilians who want to invest in a DIY career?

TOP KAT: The world is a lot smaller than it used to be. So you can be a band, somewhere in the south of Brazil and you can play in your garage, like us, and with one video you can reach anyone in the world. You can catch people’s attention just being original. Artists now have more power than they used to be. If this was 20 years ago, me and you would never have had this conversation, so I thank the job that you do, this exchange is really important.

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9. J: Para fechar nossa entrevista: alguma dica para brasileiros que queiram investir numa carreira estilo faça você mesmo?

TOP KAT: O mundo está bem menor do que era antes. Você pode ter sua banda em algum lugar no sul do Brasil e pode tocar na sua garagem, como a gente, e com um vídeo pode atingir qualquer pessoa do mundo. Você pode chamar a atenção das pessoas simplesmente sendo original. Artistas agora tem mais poder do que tinham antes. Se isso fosse 20 anos atrás, eu e você nem estaríamos tendo essa conversa, então eu agradeço também ao tipo de trabalho que vocês fazem, é uma troca muito importante.

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About the collaborator/Sobre a juker:

Tina Cambuy, Journalism student at UFSM and a member of Jukebox since April 2016. Her tastes include from very excited ska, going through punk rock and parking in sad rock, because an ex emo is always an emo. Skinhead, fan of comics, pure malt beer and reality shows with dubious quality.

Tina Cambuy, acadêmica de Jornalismo na UFSM e integrante do Jukebox desde abril de 2016. Seus gostos incluem desde ska muito animado, passando por punk rock e estacionando no rock triste, porque um ex emo é sempre um emo. Skinhead, fã de quadrinhos, cerveja puro malte e reality shows com qualidade duvidosa.

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Programa musical na UniFM 107.9, da UFSM, produzido e apresentado por estudantes dos Cursos de Comunicação Social.